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Théo /

Renato Alessandro dos Santos

Há nove anos Théo chegou. Era um sábado à tarde e havia um sol danado em Batatais. Quer hora melhor pra nascer? Bem, sexta-feira, após o ½ dia, também é uma hora e tanto. 19 de agosto de 2000. Leão. Eu e minha sogra ficamos do lado de fora do quarto e ouvimos o choro. Piruetas no corredor do hospital. E enquanto a amada sorria no quarto, anjos ao meu lado, com trombetas uníssonas, anunciavam o momento luminoso; fomos ao encontro de Silvia e Théo, emocionados, eu & minha sogra. Nascia a coisinha mais importante do mundo para mim. O filho. O menino. O santista. Santista? Hê, hê. Para desgosto do pai, o garoto, mais tarde, por pura provocação, anunciou que torceria para... o Palmeiras. Palmeiras! Como assim?! Bem, poderia ser pior. Ele poderia ser corinthiano e, aí, era ele ou eu debaixo do mesmo teto e, certamente, a amada não pensaria duas vezes. Mas ficava a pergunta: como esse menino pôde renegar o sobrenome? Nada de Théo de Oliveira Santos. Segundo o próprio, teria de ser Théo de Oliveira Palmeiras. Tinha três anos nessa época. Ele; não, eu. Precoce palmeirense. Sim, imitei o que disse Darth Vader a Luke Skywalker: “Eu sou teu pai!” Mas não teve jeito. Nada do menino torcer para o time do pai. Desgosto.

Mas nem tudo está perdido. Ainda.

A Théo,

Eis as boas novas, rapazinho: ainda há tempo de se tornar santista. Espere pelos 10 anos, essa idade quando um menino praticamente adota o time pelo qual sofrerá pelo resto da vida. Hoje, aos nove, você brilha. Gosta de Naruto, Yu-Gi-Oh! e de jogar PangYa no computador. Gosta de fazer origami também. Não gosta muito de ler, estafermo, mas gosta de videogame. Tudo bem. Tudo tem sua hora. O que gosto é que é meu amigo do peito e gosta de assistir a filmes comigo toda hora. 

De todos os Guerra nas estrelas e A hora do pesadelo, Freddy Krueger, passando por Robocop, A guerra dos mundos, Bolt – supercão, O dia em que a Terra parou e outros, muitos outros, a sala virou palco de uma sessão de cinema perpétua que começou há muito tempo, com A era do gelo, Irmão urso, Rei Leão, A festa do monstro maluco. Já, já, você cresce e vai embora com uma mochila nas costas. Como eu fiz com meu pai. Faculdade, república, cervejinha. Iupi. Mas até lá pretendo ser, dia após dia, aquilo que me dá mais orgulho em relação a você, Théo, pois só quem já ouviu estas duas sílabas, pa-pai, de mãos dadas, pronunciadas por um filho de nove anos, sabe o que elas realmente significam.

Amo-te, rapazinho. Infinito vezes infinito. Feliz Aniversário!

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  • 92_03 Happiness.play

19/08/2009