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)Livros(

Vespeiro silencioso: "Mayombe", de Pepetela

“É bom falar, é bom conversar com um amigo, a quem se abre o coração”, diz Sem Medo a Teoria. São dois guerrilheiros, comandante e comandado, conversando no interior da floresta tropical que é Mayombe, que é Angola. “Guardar para si não dá, só quando se é escritor. Aí um tipo põe tudo num papel, na boca dos outros. Mas quando se é escritor é preciso desabafar, falando”. Este é Sem Medo. Qualquer semelhança com o orixá Ogun, o “prometeu africano”, não será mera coincidência. Personagem...

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)Música(

Pra que mentir? Vadico, Noel e o samba

Tarde de sábado. O Poeta da Vila no aparelho de som. Chego à página 253 - a última do capítulo 11 de Pra que mentir? Vadico, Noel Rosa e o samba, de Gonçalo Junior - ciente de três coisas: (1ª) não fosse por Noel Rosa, não sei se a biografia de Vadico viria parar nas minhas mãos. Oswaldo Gogliano foi músico, arranjador, compositor, e, com o século XX na metade do caminho, tornou-se reconhecido por seu talento e, principalmente, pelas doze canções que fez com Noel; (2ª) a alegria por Rosa...

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)Blog(

#E#L#E#N#Ã#O#

Eu tinha 15 anos quando tentei surfar pela primeira vez. Foi em 86, no Leblon. Foi a primeira de quatro tentativas. Minha prancha tinha uma quilha quebrada (a do meio), eu não consegui nem mesmo me aproximar de onde as ondas quebravam, mas um acontecimento iria marcar minha vida. Na areia, um repórter e um “cameraman” do programa Viva a Noite estavam à procura de uma entrevista. Eu já havia saído do mar quando alguém se aproximou de mim e disse: “vamos entrevistar o surfista aqui”. Você tem...

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)Livros(

Sobre livros e venenos

Num momento tenso para a intelectualidade, em que as novas tecnologias servem mais como estratégias de marketing do que como um meio de transmissão de conhecimento, obras que vêm a público para discutir a relação entre tecnologia e humanismo sempre são benvindas. Estaria o livro impresso com os seus dias contados? O livro digital seria meio seguro de armazenamento do conhecimento? A informação fragmentada, como aparece nas redes sociais, é positiva ou estaria contribuindo para a idiotização...

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)Contos(

Teoria da Conspiração

O último jogo do Brasil eu assisti no bar do Balboa, lá no centro da cidade. O tempo estava bom, tanto aqui como na Rússia, e o movimento nas ruas era enorme. Jovens, adultos e crianças fantasiados com camisas da seleção de futebol, pinturas no rosto e cornetas barulhentas mais nos lábios do que nas mãos, infelizmente. Aproximei-me do balcão, cumprimentei a todos e pedi uma cerveja – invariavelmente geladíssima, como eu nunca conheci noutro lugar. Se querem um bom conselho, quando...

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)Música(

Vida afora com os rapazes de Liverpool

Aos 10 anos eu ainda não tinha um gosto musical definido. Embora já tivesse escutado várias músicas desde pequena, já que meu pai não passava um único dia sem suas canções prediletas, eu não conhecia meu estilo ou banda preferidos. Confesso que não ligava muito pra música. Não sabia da sua importância para o ser humano. Mas um dia descobriria que, sem música, a vida seria um erro, como disse Nietzsche. Aconteceu em 2010, durante as férias de final de ano. Um tal de Paul McCartney estava...

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Este sítio, Tertúlia, nasceu de um fanzine. De 1993 a 1997 foram apenas seis números. Fanzine é uma revista que você mesmo faz, com tesoura, cola e uma ideia na cabeça. "Xerox e revolução", disse Marcel Plasse nos anos 90. Tertúlia agora está on-line. Seja bem-vind@. Música, cinema, literatura, entrevistas, futebol (Santos Futebol Clube), um pouco de meu trabalho (work in progress) e de tudo um pouco (gastronomia, cidades etc.). Coisas para relembrar: nunca tive talento para tocar guitarra (infelizmente) e sempre gostei de botes contra a corrente.
Renato Alessandro dos Santos
realess72@gmail.com

"Olá, este é o site do fanzine Tertúlia. Nos anos 1990, fazer fanzine era mais do que ter um blog ou um site. Era esperar pelo carteiro todo dia, quando e-mails ainda não faziam parte da vida; as cartas chegavam sem parar. Mesmo quando não havia carta alguma, o carteiro passava lá em casa. 'Não vai ficar triste, menino, mas hoje não tem carta', lamentava. 'Não há problema', eu dizia.'Amanhã chega mais'. E chegava. Cartas vinham de tudo quanto é parte do Brasil e fora daqui: Espanha, Cuba, EUA. O fanzine ia cada vez mais longe... LEIA MAIS...