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)Sarau(

A canção de amor de J. Alfred Prufrock

Sigamos então, tu e eu,/ Enquanto o poente no céu se estende/ Como um paciente anestesiado sobre a mesa;/ Sigamos por certas ruas quase ermas,/ Através dos sussurrantes refúgios/ De noites indormidas em hotéis baratos,/ Ao lado de botequins onde a serragem/ Às conchas das ostras se entrelaça:/ Ruas que se alongam como um tedioso argumento/ Cujo insidioso intento/ É atrair-te a uma angustiante questão . . ./ Oh, não perguntes: "Qual?"/ Sigamos a cumprir nossa visita./ No saguão as mulheres vêm...

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)Blog(

A cachoeira & o guarda-chuva

Quem gosta de se aproximar da natureza, e não resiste à tentação da vida simples do interior mineiro, deve conhecer São José do Barreiro. Não se trata de uma cidade (não confundir com o município paulista de mesmo nome) e, sim, de um distrito de São Roque de Minas (322 km de Belo Horizonte), que num primeiro momento assusta o turista, porque tudo é muito humilde, muito simples, mas que, depois, revela seu charme. Não há o que fazer à noite. Não há lanchonetes, boates, vida noturna alguma. Mas...

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)Futebol(

Em Araraquara, 14 anos depois

O pequeno porco não quis ir. A amada também não. Eu não pensei duas vezes e, domingo de manhã, lá fui a Araraquara, terra de Ignácio de Loyola Brandão – e minha também –, para ver o amistoso entre Santos e Ferroviária. É um duelo que já tem uma história e tanto. Se nos anos 60, o time de Araraquara infernizava a defesa santista, há alguns anos, o torcedor da Ferrinha não tem muito que comemorar. Infelizmente. No domingo, 4 de julho de 2010, não foi diferente e o time da Vila Belmiro ganhou...   

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)Futebol(

Nunca foi tão fácil completar um álbum de figurinhas da Copa

Com o início da 19ª Copa do Mundo, crianças de Batatais de todas as idades vêm se reunindo na praça Dr. Fernando Costa. Trata-se do maior escambo de figurinhas a céu aberto da cidade. São “crianças” de todas as idades, dos cinco aos 85, que têm por companhia pais, filhos, avôs ou netos. Sim, a praça (do mundo) é nossa! Quem pensa que apenas lasanha é capaz de reunir a família, ou melhor, várias gerações da família à mesa, na hora do almoço de domingo, é porque não conhece as figurinhas...       

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)Literatura(

Encontro marcado

O que fazer quarta-feira em Batatais, às 10 horas da manhã? Assistir pela TV aos minutos finais do jogo entre Honduras e Chile? Admirar as figuras de topiaria da praça central? Ver os quadros de Portinari na Igreja Matriz? Bem, ao visitar Batatais, você pode – e deve – fazer tudo isso, mas não às 10 horas da manhã de quarta-feira, 16 de junho, quando o escritor Daniel Galera vem à cidade para falar sobre leitura e literatura na pequena biblioteca municipal. Se você leu Dentes guardados...       

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)Literatura(

É dia de feira

A 10ª edição da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto começa hoje. Até o dia 20 de junho, nas praças XV de Novembro e Carlos Gomes, livros e futebol estarão dividindo o coração daqueles que terão de optar entre ficar em casa, e assistir aos jogos da Copa, ou ir à Feira. Pergunta: por que as semanas de Feira coincidem com a Copa do Mundo? Literatura e futebol convivem numa boa, certamente, mas um evento competir com o outro talvez não fosse necessário, não é, pessoal? Tudo bem...             

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Este sítio, Tertúlia, nasceu de um fanzine. De 1993 a 1997 foram apenas seis números. Fanzine é uma revista que você mesmo faz, com tesoura, cola e uma ideia na cabeça. "Xerox e revolução", disse Marcel Plasse nos anos 90. Tertúlia agora está on-line. Seja bem-vind@. Música, cinema, literatura, entrevistas, futebol (Santos Futebol Clube), um pouco de meu trabalho (work in progress) e de tudo um pouco (gastronomia, cidades etc.). Coisas para relembrar: nunca tive talento para tocar guitarra (infelizmente) e sempre gostei de botes contra a corrente.
Renato Alessandro dos Santos
realess72@gmail.com

"Olá, este é o site do fanzine Tertúlia. Nos anos 1990, fazer fanzine era mais do que ter um blog ou um site. Era esperar pelo carteiro todo dia, quando e-mails ainda não faziam parte da vida; as cartas chegavam sem parar. Mesmo quando não havia carta alguma, o carteiro passava lá em casa. 'Não vai ficar triste, menino, mas hoje não tem carta', lamentava. 'Não há problema', eu dizia.'Amanhã chega mais'. E chegava. Cartas vinham de tudo quanto é parte do Brasil e fora daqui: Espanha, Cuba, EUA. O fanzine ia cada vez mais longe... LEIA MAIS...