anteriores>>>

)Blog(

Eu não entendo nada de alta gastronomia – Parte 1

Admiro quem sabe simplesmente fritar um ovo – o que não significa somente derramar um pouco de óleo numa frigideira, escorregar Clara & Gema abraçadas ali e jogar uma pitada de sal sobre as duas. O talento (por que não?) de quem sabe fritar um ovo é algo a se levar em conta. Admito: eu não sei fritar um ovo decente, sem esquartejá-lo, mas se soubesse gostaria de jogar umas ervas ali, recém-tiradas da horta e cortadas displicentemente com uma faca: manjericão, salsa, jambu, cheiro-verde...       

Leia mais...

)Livros(

Numa toca no chão vivia um hobbit

Quando chega o momento de ler um livro cortejado há tempos, nada mais importa: casa, comida, roupa lavada. Nada. É preciso esquecer a televisão, a vida doméstica, as horas. Da estante de livros, meu Hobbit sempre me lançava um olhar de paciência ancestral, cada vez que passava diante dele, enquanto eu também não sabia disfarçar a ansiedade sorrateira. Mirando-me, a caixa de O senhor dos anéis sempre me sorriu e, por trás do sorriso, via uma oportunidade única de aventura: uma aventura repleta...

Leia mais...

)Blog(

Cabo Polonio, Uruguai: viajar é preciso

Uma das vantagens de ser ateu é o poder da conversão. Eu mesmo abandonei minhas "certezas" diversas vezes. A última aconteceu nas férias, semanas atrás, em um momento fantástico. A cena mágica foi simples, porém inesquecível: estava eu diante de um entrecot jugoso, lindo, enorme, numa parrijada em Colônia de Sacramento. Quando coloquei o primeiro pedaço na boca, percebi o quanto tinha de divino aquilo tudo. O sabor daquela carne não poderia ser atribuído somente ao pasto dos pampas uruguaios... 

Leia mais...

)Cinema(

Cruze os dedos

Minha mulher torceu o nariz quando viu Matadores de vampiras lésbicas (Lesbian vampire killers, Inglaterra, 2009) entre os DVD’s que trouxe da locadora. “Como assim?!”, disse a ela. “Qual o problema?”. Bem, confesso que sabia aonde ela queria chegar e, de qualquer forma, desconfiava de que esse filme não tinha muito a ver comigo mesmo. Quer dizer, se tivesse 18 em vez de 38, teria; e muito. Adolescente, gostei bastante de vampiros e creio que, até hoje, ainda os aprecio. Mas com moderação...    

Leia mais...

)Cinema(

A morte do anti-herói americano

Harvey Pekar foi encontrado morto em sua cama, na madrugada de 12 de julho, em Cleveland. Tinha 70 anos. Em seu último domingo, foi dormir às quatro e meia da tarde, sentindo-se bem, segundo a esposa. Câncer de próstata, pressão alta e depressão vinham-no incomodando nos últimos anos. “Se eu morrer, o personagem continua?”, pergunta Paul Giamatti a Hope Davis (Joyce Brabner), no filme Anti-herói americano (American Splendor, EUA, 2003), que retrata a vida de Pekar. “Sou um cara que escreve...   

Leia mais...

)Sarau(

A canção de amor de J. Alfred Prufrock

Sigamos então, tu e eu,/ Enquanto o poente no céu se estende/ Como um paciente anestesiado sobre a mesa;/ Sigamos por certas ruas quase ermas,/ Através dos sussurrantes refúgios/ De noites indormidas em hotéis baratos,/ Ao lado de botequins onde a serragem/ Às conchas das ostras se entrelaça:/ Ruas que se alongam como um tedioso argumento/ Cujo insidioso intento/ É atrair-te a uma angustiante questão . . ./ Oh, não perguntes: "Qual?"/ Sigamos a cumprir nossa visita./ No saguão as mulheres vêm...

Leia mais...
anteriores>>>

Este sítio, Tertúlia, nasceu de um fanzine. De 1993 a 1997 foram apenas seis números. Fanzine é uma revista que você mesmo faz, com tesoura, cola e uma ideia na cabeça. "Xerox e revolução", disse Marcel Plasse nos anos 90. Tertúlia agora está on-line. Seja bem-vind@. Música, cinema, literatura, entrevistas, futebol (Santos Futebol Clube), um pouco de meu trabalho (work in progress) e de tudo um pouco (gastronomia, cidades etc.). Coisas para relembrar: nunca tive talento para tocar guitarra (infelizmente) e sempre gostei de botes contra a corrente.
Renato Alessandro dos Santos
realess72@gmail.com

"Olá, este é o site do fanzine Tertúlia. Nos anos 1990, fazer fanzine era mais do que ter um blog ou um site. Era esperar pelo carteiro todo dia, quando e-mails ainda não faziam parte da vida; as cartas chegavam sem parar. Mesmo quando não havia carta alguma, o carteiro passava lá em casa. 'Não vai ficar triste, menino, mas hoje não tem carta', lamentava. 'Não há problema', eu dizia.'Amanhã chega mais'. E chegava. Cartas vinham de tudo quanto é parte do Brasil e fora daqui: Espanha, Cuba, EUA. O fanzine ia cada vez mais longe... LEIA MAIS...